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22 abril 2013

Greve de professores de SP

Greve de professores de SP começa nesta segunda-feira

Categoria reivindica reajuste salarial de 36,74%.
Docentes querem ainda a adoção de medidas contra violência nas escolas.
Do G1 São Paulo
 
Os professores das escolas estaduais de São Paulo devem entrar em greve nesta segunda-feira (22) por tempo indeterminado. A paralisação, anunciada na sexta-feira (19), pode prejudicar cerca de 4 milhões de alunos.

A Secretaria da Educação orienta os pais a enviarem os filhos para as escolas. De acordo com a pasta, professores substitutos foram chamados para assegurar a manutenção das aulas.
Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo uma proposta de reajuste de 2% sobre os 6% já previstos para julho de 2013, chegando a 8,1% de reajuste total. A categoria reivindica, no entanto, um aumento de 36,74%. Os professores pedem ainda mudanças na política de contratação de novos docentes e a adoção de medidas contra a violência nas escolas.
Uma assembleia realizada na tarde de sexta-feira, na Avenida Paulista, optou pela suspensão das atividades. Os organizadores acreditam ter reunido cerca de 20 mil pessoas. A Polícia, porém, contabilizou 7 mil.
Proposta do estado
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, um professor que leciona para estudantes do 6º ao 9º ano do ensino gundamental e ensino médio, com uma jornada de 40 horas semanais, recebe, por exemplo, um salário-base de R$ 2.088,27. Com o aumento, passará a receber R$ 2.257,84 em 2013.

Em 2014, quando deverá ser concedido novo reajuste de 7%, os vencimentos desse professor chegarão a R$ 2.415,89. Com os novos valores, o salário dos professores de educação básica II será, ainda de acordo com a pasta, 44,1% superior ao piso nacional, que é de R$ 1.567.

A Secretaria reiterou que o governo de São Paulo “cumpre integralmente a Lei Nacional do Piso Salarial do Magistério Público.” A pasta informou também estar “à disposição para o diálogo com as entidades sindicais, mas não abre mão de trabalhar também, e sobretudo, diretamente com seus próprios profissionais comprometidos com o avanço da qualidade de ensino.”
Protesto ocorre no vão livre do Masp, na região da Paulista (Foto: Julia Basso Viana/G1)
Protesto ocorre no vão livre do Masp, na região da Paulista (Foto: Julia Basso Viana/G1)22/04/2013 06h15 - Atualizado em 22/04/2013 07h20