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19 abril 2013

ASSIM É NO MATO GROSSO!

Setor de crimes de alta tecnologia da polícia apura erros em apostilas ofensivas
Diretores do Instituto Concluir registraram Boletim de Ocorrência na Polícia Civil; investigação vai apurar se falhas ocorreu dentro ou fora da instituição

ALIANA CAMARGO


Os diretores do Instituto Concluir registraram Boletim de Ocorrência na Polícia Judiciária Civil para apurar as ofensas e deboches encontrados em apostilas do Programa Qualifica Mato Grosso do Governo do Estado. A instituição assumiu todo o equívoco da publicação.
Em nota, a assessoria da Policia Civil afirma que “vai apurar como trechos de textos ofensivos, que denigrem a história de cidades mato-grossenses, foram inseridos no material. De acordo com o coordenador de Inteligência Tecnológica, delegado Anderson Viega, possivelmente ocorreu uma falha na segurança da informação, facilitando a sabotagem no material praticado por meio eletrônico”.Para os representantes, existe evidencia de fraude e possível sabotagem do trabalho do Instituto Concluir. Nas apostilas, as cidades de Cáceres, Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger são descritas com utilização de palavras pejorativas, palavrões e deboches.“Santo Antônio do Leverger é um município que ninguém conhece, no sul de Cuiabá, no caminho para o Pantanal e por isso contêm altas doses de isolamento da civilização exterior”.
Divulgação
Caso é investigado pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Diretoria de Inteligência da Policia Judiciária Civil
Consta também - “De acordo com as antigas lendas passadas de geração em geração, a primeira habitação naquele cu de mundo foi feita por um tal de Lourenço Tomé, em meados do século XIX”.

Os trechos pejorativos foram extraídos de um site. O Desciclopedia (“enciclopédia” de conteúdo livre) é conhecido pela utilização de termos sarcásticos para se referir a determinado assunto.
Deputados já entraram no assunto para entender o que ocorreu
.

PROGRAMA

O Programa Qualifica Mato Grosso, onde as apostilas seriam utilizadas em um curso para alunos do setor hoteleiro, tem o objetivo de qualificar vários setores para a Copa do Mundo de 2014. As apostilas do instituto, que trabalha vinculado à Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas), comandada pela primeira-dama Roseli Barbosa, assumiu os cursos desde 2012 em 60 cidades.

O diretor do instituto, Aroldo Portela, informou ao HiperNotícias que as frases pejorativas e uso de palavrões, contidas nas apostilas, não refletem a realidade da postura da instituição.

Segundo ele, os erros foram encontrados em 40 apostilas, e que os novos materiais serão entregues aos cursos até esta sexta-feira (19).

Questionado sobre de quem é a responsabilidade da produção editorial das apostilas, Portela desconversou e disse que o Concluir tem um corpo técnico, mas que o instituto é responsável pela elaboração.

“Registramos o BO para detectar qual foi a falha. Se foi interna ou não. O que sei é que temos o material correto e não entendemos porque ele não foi impresso. Além disso, o erro é encontrado nas últimas quatro páginas”, afirma Portela sem informar quando o instituto registrou o boletim na PJC.

CASO DE POLÍCIA

As palavras ofensivas aos três municípios mato-grossenses se tornam afronta a todos que utilizam os cursos e que moram no Estado, pelo desleixo com a educação e história da população.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da PJC. As informações são de que o
caso é investigado pela Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Diretoria de Inteligência da Policia Judiciária Civil.
Mayke Toscano/Hipernotícias
Primeira-dama Roseli Barbosa diz que ficou abalada e que nunca ocorreu erro em cursos da secretaria
PEDIDO DE DESCULPAS

Com a crise instalada, o diretor Portela afirma que o Instituto Concluir irá pedir desculpas às cidades envolvidas. “Vamos à Câmara de Vereadores e à Prefeitura para pedir desculpas”.

Por meio da assessoria, a secretária e primeira-dama Roseli Barbosa disse que ficou muito abalada com a situação e desde que assumiu a Setas já capacitou mais de 10 mil pessoas, sem que houvesse nenhum problema.

A Setas informa, ainda, que as apostilas não chegaram ao conhecimento dos alunos, pois o erro foi detectado antes de iniciar o último módulo.

Para os cursos ministrados pelo Instituto Concluir, a assessoria da Setas informou que é pago R$ 9,33 a hora aula e que não tem informação de quanto foi gasto pelas apostilas


Cobertura Completa: APOSTILAS OFENSIVAS