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18 junho 2012


PARA ENTENDER...
Historicamente a luta de classes teve origem no surgimento da sociedade derivada das relações entre patrões e empregados. Daí surgiu o Sindicato como forma de organização e força em defesa dos seus direitos. Sindicatos patronais para defender os interesses dos patrões; Sindicatos de trabalhadores para defender os interesses dos operários.
A negociação deve levar ao equilíbrio. O patrão cede até onde pode e os operários reivindicam até onde precisam, e vice-versa. Pois o patrão precisa dos trabalhadores, o trabalhador, do patrão. Quando esse entendimento se torna difícil, sabendo que existem recursos e soluções, as categorias partem para estratégias mais radicais. Às vezes a greve, como último recurso.
No Estado de Mato Grosso, nos últimos trinta anos tivemos altos e baixos nas questões salariais. A década de 90 começou bem com o governador Frederico Campos. Caiu com Júlio Campos. Recuperou com greve no final do mandato, atravessando o governo Carlos Bezerra. Voltou a piorar com Jaime Campos. Após lutas e greves, se estabilizou de certa forma, durante os mandatos de Dante de Oliveira e Blairo Maggi.
Esta estabilização, porém, está muito abaixo da valorização necessária para uma boa qualidade na educação. Os governantes brasileiros em geral desencadearam uma campanha de descrédito contra os sindicatos; os próprios líderes sindicais usaram dos cargos para trampolim político; os trabalhadores desconhecem seus direitos ou perderam a noção de um salário digno e justo. Grande parte da população não sabe o que se passa. Resultado: cada um para si e quem pode mais...
Só teremos melhorias na educação quando todos, ou a grande maioria, tiver consciência da importância da educação para o bem estar de todos. Não há desenvolvimento num país sem educação, sem que todos, eu disse todos, estejam bem. Para isso as escolas têm que ser bem aparelhadas tecnologicamente e bem servidas humanamente.  
É por isso e muito mais, que não caberia nesta folha, que fazemos dias de protesto, de chamada de atenção aos governantes, enquanto negociamos. Se isto não bastar, vamos radicalizar.
Os pais que estão, de fato, preocupados com a escola de seus filhos, sabem o que está acontecendo: construção de novas escolas? Reformas? Verbas? Manutenção das escolas?  Salários? Número de profissionais? Professores, Coordenadores, Orientadores, Psicólogos, Apoio? Tecnologia? Aprovação sem conhecimento? Etc.
Para refletir:
‘O resultado do trabalho, a boa qualidade do produto, depende muito da satisfação do trabalhador’.
“Para cada escola que fracassar é preciso construir mais três cadeias no futuro.”              



Prof. Inácio Wolf