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22 maio 2012

Palestra Promotor


SALA DO EDUCADOR INTERATIVA
PARTICIPAÇÃO: PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, PAIS E ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO
TEMA: INDISCIPLINA ESCOLAR
PALESTRANTE: DR. NILTON CESAR PADOVAN – MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL

                Hoje, terça-feira, quinze de maio de dois mil e doze, um importante debate foi realizado nas dependências da Escola Estadual Olímpio João Pissinati Guerra. Neste dia, profissionais da educação da referida escola, equipe gestora, assessoria pedagógica, pais e alunos dos 1º anos do Ensino Médio tiveram a oportunidade de participar de um debate com o Promotor Doutor Nilton Cesar Padovan da Vara da Infância, Juventude e Educação/Ministério Público Estadual, sob o tema “Indisciplina na Escola”.
                Assim, a Sala do Educador Interativa se iniciou com o diretor Carlos Alberto da Costa Zanan dando boas vindas a todos os presentes, relatando as intenções da escola em promover este debate, lembrando que esta é mais uma ação mediante outras, na tentativa de encontrar soluções concretas para melhorar a indisciplina na sala de aula e em conseqüência a aprendizagem. Em seguida, fez a apresentação formal do promotor onde o mesmo cumprimentou os presentes e agradeceu o convite.
                O Promotor Doutor Nilton Cesar Padovan, deu início à palestra narrando sua trajetória de vida, dizendo aos estudantes que sempre estudou em escola pública, tinha um objetivo na vida, queria ser promotor, e para tal teve que estudar muito, não foi fácil, mas conseguiu o que sempre almejou. Constatou que em dias de hoje quase não se vê jovens com objetivos, sem nenhuma perspectiva, não se preocupam com futuro. Lembrou também que ter um certificado de ensino superior não é garantia de emprego, inclusive interagindo com os presentes perguntou: o que é uma pessoa com um diploma universitário nas mãos? Todos ficaram em silêncio e ele respondeu: um desempregado. Dando continuidade, questionou os estudantes que mediante este fato o que significa então ter um certificado de conclusão de ensino médio, nada, não é garantia de nada. Todos esses questionamentos tiveram a intenção de fazer uma reflexão sobre a importância do processo educacional.

                     Após, o promotor fez uma referência aos pais, lembrando os mesmos que muito das atitudes comportamentais dos filhos, são conseqüências de falhas na educação, da ausência da família. Falou aos pais que a família deve ser a principal responsável pela formação dos jovens, uma boa educação em casa garante uma base sólida e consciente, falou também que educar não é um processo fácil, mas que é possível fazer um bom trabalho. Disse também aos pais que não só falava como promotor, mas pela sua própria experiência de pai. Deixou claro  que eles pais, não só podem como devem punir/castigar seus filhos sempre que se fizer necessário e que a escolha entre castigos físicos e psicológicos fica a cargo da família, deixando claro que há diferenças entre violência física, espancamentos e correção educativa. Fez questão de frisar que as responsabilidades de todos os atos dos filhos recaem aos pais. Pois antes mesmo da autoridade judicial os pais possui a autoridade divina sobre os filhos, portanto a educação deve vir de casa. Diante dos questionamentos de alguns pais sobre as influências externas na educação, como companhias, músicas etc. o que vem dificultando a educação, o promotor voltou a frisar que a educação é responsabilidade dos pais, e que devem encontrar caminhos para educar corretamente.  Com quem anda, ou o que fazem, o limite deve vir da família, os menores não tem maturidade para compreender as coisas, principalmente até aos nove anos de idade.
                Dando continuidade à palestra o promotor se referiu aos alunos no sentido alertá-los que a escola possui um Regimento Escolar e que as regras que constituem este regimento devem ser cumpridas e que questões como: não realizar tarefas ou atividades propostas pelos professores, utilização de celular em sala de aula, excessivo número de faltas, desrespeitos aos profissionais da educação, cumprimento do horário de entrada na escola, são atos que constituem deveres dos alunos e uma vez descumprido devem ser punidos. Lembrou aos educandos que regras mesmo que não concordamos com ela devemos cumpri-las e nos questionar: essas regras ferem a Constituição? Se não, não há problemas em serem postas e exigidas que sejam cumpridas. Falou também que existem regras morais e que as leis escritas foram também inspiradas nelas. Frisou por várias vezes o uso incorreto de celular, e numa atitude de apoio à equipe gestora da escola, “autorizou” o recolhimento de celular (uma vez que já está posto em Regimento Escolar o confisco e a devolução somente aos responsáveis) e a devolução do celular no prazo mínimo de 10 dias, principalmente aos alunos recorrentes.
Após o promotor abriu espaço para questionamentos tanto de pais como de alunos e professores. Pais e alunos se manifestaram com questionamentos e todos receberam do promotor esclarecimento. Tomando a palavra a coordenadora Vera Lucia Travaglia, informou que além das atitudes indisciplinares dos alunos o que vem prejudicando muito o aprendizado e conseqüente notas baixas, existem pais que também afrontam a coordenação com agressões verbais e nos questionam até que ponto temos direito de exigir o cumprimento das regras postas em Regimento Escolar. Perguntou com expressão de indignação se de fato isso acontecia, o que foi confirmado e novamente firmando apoio deixou claro a todos presentes que a única pessoa que pode “interferir”  no trabalho da coordenação é ele promotor. Portanto, a coordenação tem carta branca para aplicar o Regimento Escolar e endurecer as regras, pois ele percebeu a dificuldade que a escola está passando mediante tantas atitudes indisciplinares.
              










                      Esta ação foi resultado da formação continuada sala do educador, onde um dos objetivos é compartilhar idéias e buscar soluções para os problemas enfrentados. Numa ação coletiva, a escola proporcionou momento de reflexão e debate com a participação de pais, alunos, promotoria, profissionais da educação da unidade escolar  e assessoria pedagógica.
 
               










                   Esperamos ter contribuído de forma efetiva para melhoria da consciência cidadã dos jovens que estudam nesta unidade escolar, principalmente os dos 1º anos do ensino médio. Certos de que a disciplina contribui para uma melhor aprendizagem, espera-se mudança de atitude e resultados satisfatórios na vida escolar destes alunos. Nada mais havendo a tratar, eu Vera Lucia Travaglia, e com a colaboração da professora articuladora Maria dos Anjos de Mirande, coordenadora Margarete Schons de Souza redigimos o presente texto.